Retrofit BFC Avenida Paulista

São Paulo

Project Info
Retrofit BFC Avenida Paulista
São Paulo
Conclusão do Projeto: 2018
Prêmio Master Imobiliário 2016 - Retrofit

O BFC foi erguido originalmente para ser a sede do Banco Real, num terreno de quarteirão inteiro na Avenida Paulista, com 8.076 m². A área construída é de 70 mil m² e a área bruta locável é de 42.612 m². O complexo conta com uma torre de escritórios classe A e um anexo com atrium de 12 metros de altura, de frente para a Paulista, São cinco subsolos de garagem, o térreo, dois mezaninos e 18 andares.
Toda a fachada, revestida de placas de granito (cada uma pesando cerca de 80 quilos), era original desde a construção e foi submetida, ao longo de mais de 30 anos, às ações da chuva, do sol, do calor, do frio, da poluição, ficando deteriorada. Em 2014, foi identificado um risco de queda das placas de granito por prob¬lemas na fixação.
Através do plano de manutenção, foi contratada uma análise téc¬nica estrutural, a fim de diagnos¬ticar o estado real e detalhado do sistema, que evidenciou a neces¬sidade da troca das peças de sustentação quase na sua totali¬dade. Mas, avali¬ando a relação custo-benefício dessa intervenção, a empresa resolveu arrojar em um projeto de retrofit que melhorasse as condições dos usuários do prédio e também se integrasse ao en¬torno, entregando um novo marco à Avenida Paulista.
Referência, com seus arcos e in¬esquecíveis decorações de Natal, o antigo edifício tinha de deixar de ser a sede de um banco, com tudo o que ela representa: muito fechada, escura, voltada pra dentro. E se transformar em um local com maior conforto tér¬mico, acústico e de iluminação, sem colocar tudo no chão. Além de criar uma integração com o en¬torno e possibilitar o diálogo com o pedestre, sem barreiras como grades ou obstáculos.
O projeto propôs remover os 10 mil m² de granito e instalar uma pele de vidro refletivo de alta performance. A pedra, dentro do preceito da sustentabilidade, será usada nos halls dos elevadores, do anexo e nas calçadas.
A transparência do vidro extra clear nas vitrines das lojas do anexo e a abertura – dentro do terreno do BFC – de uma passagem para pedestres com pergolado, sem grades, permitem a perfeita integração com a Paulista, fortalecendo a nova vocação da avenida, que vem atraindo todas as redes de varejo, interessadas na grande circulação de pessoas, estimada em 1,5 milhão ao dia. Manifestação de gentileza urbana, esse deck, a partir da lateral da Alameda Rio Claro, coberto por um pergolado charmoso de sustentação metálica e revestimento amadeirado, terá ainda bancos, criando uma agradável área de convívio. E dará acesso ao futuro complexo com shopping, centro cultural e hotel, em projeto, que deve funcionar na vizinha área do antigo Hospital Umberto I (Matarazzo), nos fundos do BFC.
Essa passagem era ocupada por floreiras, equipamentos de ar condicionado e geradores, mas era uma área inacessível às pessoas. Os aparelhos foram realocados dentro do empreendimento e agrupados, aumentando a segurança. Na face da Rua São Carlos do Pinhal, haverá ainda uma elegante estrutura em balanço (sem apoio) no térreo, com uma enorme diferença do ar pesado de hoje.
Para aumentar o vão de entrada de luz nos andares, foi preciso remover as muretas perimetrais antigas e ainda demolir as em¬penas cegas nos cantos edifício. Isso trouxe um aumento de 30% de luminosidade, com redução também do consumo de energia.
No geral, as soluções técnicas permitiram o ganho de, aproxima¬damente, 10% de área adicional, desativando salas técnicas e aumentando a eficiência da laje com a nova fachada e eliminação dos peitoris.
Como o prédio estava totalmente ocupado, novas tecnologias contribuíram para incomodar o menos possível os usuários, como o uso de serra a frio diamantada, em vez de martelete, por exem¬plo, na demolição das muretas. Foi instalado ainda um painel acústico para reduzir o impacto sonoro. Os trabalhos também tiveram de ser executados fora dos horários de pico das empre¬sas, em especial as financeiras. Muita conversa com os vizinhos foi outra estratégia adotada para reduzir o impacto. A obra começou em abril de 2015 e só termina em dezembro de 2016. Um projeto com uso de lâmpadas de led também vai melhorar a iluminação do atrium do anexo e do hall da torre, que também recebeu forro novo.
Outro grande desafio e indispen¬sável para que o prédio classe A se enquadrasse na categoria Triple A foi o aumento do pé direito dos andares e do hall de entrada da torre. O original tinha 2,30 metros. Com o rebaixamento do contrapiso, sob o piso elevado, em 5 cm e a elevação do teto, com retirada de dutos, a medida atingiu 2,75 metros.
Além do reaproveitamento do granito, boa parte dos materiais removidos, como instalações elétricas e hidráulicas mortas, está sendo reciclada, reduzindo o entulho e o impacto ambiental.
A modernização dos geradores e a concentração dos equipamentos num único espaço (eles antes fi-cavam na área externa onde será o deck com pergolado) trouxeram melhoria no desempenho e na segurança.
Agora, novas rampas e corrimãos deixarão o edifício 100% aces¬sível, atendendo completamente o empreendimento.
O acesso de veículos também foi facilitado com a abertura de uma entrada de estacionamento na Rua Itapeva. Antes ele era exclusivo pela Rua São Carlos do Pinhal. Isso obrigava o motorista que vinha da Paulista a entrar na Rua Itapeva e dar uma imensa volta, com muito trânsito para chegar ao acesso da São Carlos. rebaixamento do contrapiso, sob o piso elevado, em 5 cm e a elevação do teto, com retirada de dutos, a medida atingiu 2,75 metros.
Além do reaproveitamento do granito, boa parte dos materiais removidos, como instalações elétricas e hidráulicas mortas, está sendo reciclada, reduzindo o entulho e o impacto ambiental.
A modernização dos geradores e a concentração dos equipamentos num único espaço (eles antes fi-cavam na área externa onde será o deck com pergolado) trouxeram melhoria no desempenho e na segurança.
Agora, novas rampas e corrimãos deixarão o edifício 100% aces¬sível, atendendo completamente o empreendimento.
O acesso de veículos também foi facilitado com a abertura de uma entrada de estacionamento na Rua Itapeva. Antes ele era exclusivo pela Rua São Carlos do Pinhal. Isso obrigava o motorista que vinha da Paulista a entrar na Rua Itapeva e dar uma imensa volta, com muito trânsito para chegar ao acesso da São Carlos.